terça-feira, 22 de setembro de 2009

Ensaios Repentinos - Gilberto Valle

Eu ganhei a aposta!
Consequentemente um "talvez" beijinho...
Não sei onde, quando, mas sei de quem, isso importa
Cabeça a mil, por vontade de ser, pela problemática das pessoas
A vontade incessante de ganhar...
De ter e novamente ser...ansiedade impiedosa...
Melhor pensar no beijo que ganhei...

Ao menos na aposta.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

The Resistance - Gilberto Valle


No dia 14/09 passado ocorreu um dos lançamentos mais aguardados do ano, é inegável. O disco The Resistance da banda britânica MUSE, era absurdamente esperado por toda mística que o envolvia. Obviamente que a legião de fãs que os seguem já estavam ligados em alguns possíveis detalhes do novo album e até mesmo em um mp3 (United States of Eurasia), liberada pelo Twitter da banda na grande rede. Acho que até isto foi pensado pelos integrantes. A referida música, é talvez uma das que mais procure no Bohemyan Raphsody do Queen suas influências. O resto do álbum é surpreendente.
Este quinto disco é diferente dos outros trabalhos. A expectativa sobre o mesmo surgiu porque Mathew Bellamy, multi-instrumentista e vocalista da banda, havia dito numa entrevista que teriam músicas no disco que poderiam tocar nos programas de música clássica da BBC de Londres. Muito pretencioso? O pior que não! O MUSE utilizou neste disco muito mais do que os vocais inspiradores do Queen (o que de fato é uma grande influência). Todo estudo de Bellamy em sua infância-adolescência de piano clássico também entrou no disco (Vide o talento na interpretação do "Nocturne In E Flat Major, Op.9, nº2", de Chopin, finalizando US of Eurasia), sem falar do encerramento matador do album com a "Exogenesis Symphony" divididas em 3 atos como é bastante peculiar nos grandes concertos e sinfonias eruditas. E acompanhada de fato por uma orquestra de 40 músicos mais baixo, bateria, guitarra e piano.
Não termina por aí. Acho que o modernismo do MUSE é o que vai reger o rock n´roll mundial daqui há alguns anos. Até porque as influências não param ainda no The Resitance. O disco é recheado de toques eletrônicos de qualidade, sintetizadores oitentitas similares a grandes nomes como Depeche Mode, Information Society e Erasure (dentre outros). Aqueles que levam você a querer dançar e quando menos esperamos somos surpreendidos por um trovão explodindo na guitarra de Bellamy, com as influências de Tom Morello (RATM) e os refrões maravilhosos e melancólicos peculiares ao mesmo.
Depois de muitos anos esperando, acho que o MUSE é que vai chegando no patamar de grande banda, principalmente em qualidade, inovação e sem sombra de dúvidas, porque é a performance mais elogiada por críticos de música e público desde 2007, com o histórico DVD - HAARP, gravado no novo estádio de Wembley e além de tudo, sendo o primeiro show a esgotar todos os ingressos da nova fase do Estádio.
Não acho que o passado seja um mal caminho, ao contrário, talvez seja o melhor. Mas é comprovado que você precisa se desenvolver para poder inovar e não apenas tentar fazer igual ao que já está feito. O MUSE com seus 3 excelentes músicos, vai caminhando numa estrada bastante segura aos meus olhos para entrar para a história da música. Eles sugam o que é bom lá de trás e utilizam todo o embasamento adquirido nas aulas e nas práticas, para criar coisas novas adequando ao mundo moderno. E as mudanças constantes de um trabalho para o outro provam todo o talento e competência dos caras. De fato um trabalho maravilhoso e uma banda muito respeitável. Todos os méritos e salves para Matthew Bellamy (voz, guitarra e piano), Christopher Wolstenholme (baixo) e Dominic Howard (bateria e percussão).

sábado, 5 de setembro de 2009

Adestraram os Macacos - Gilberto Valle


É, adestraram os rapazes rebeldes de Sheffield. Mas na concepção do que vos fala isso foi de suma importância para o rock n´roll mundial. Sendo um fenômeno de vendas no primeiro disco, é fato, os "Macacos do Ártico ainda não haviam me soado de uma forma agradável. Há tempos não ouvia nada de interessante no mundo do rock. Sempre as bandinhas dos prenúncios "The", a tomar conta e "enTHErrando" um estilo. Guitarras muito "iguaizinhas", uma batida muito constante e desvairada, aquele lance meio agoniado. Não é assim que se faz rock n´roll, tenham certeza!
Não sei o que levou os garotos do Arctic Monkeys a procurar Josh Homme (líder do Queens of the Stone Age e produtor de bandas como o Eagles of Death Metal), para fazer a produção de 7 músicas, das 10 que o álbum contém, mas penso que finalmente eles acertaram. Para aqueles que ao saber disso, imaginariam um estilo mais rebelde e agressivo, uma grata surpresa! O disco é mais ritmado, mais sombrio. Me parece, pelo que já ouvi, uma transição de adolescência para o mundo dos adultos.
A minha audição pessoal do disco, trouxe uma sensação no mínimo agradável. E isso é bom, pelos fatores supra-citados. O trabalho de guitarras é forte e interessantíssimo. A sensação do início do disco é boa, muito leve, mas depois ele entra numa tempestade densa, um processo de transformação interessante, e quando o disco termina vem aquela sensação de terra molhada e caminho seguido.
Ainda acho uma banda que precisa melhorar muito, principalmente no aspecto palco. Os que já assistiram o show, afirmam que os mesmos são extremamente antipáticos com a platéia e que talvez fosse melhor esperar a outra banda que viria no pós.
Por outro lado, respeito as bandas que tem coragem de mudar, assim como os músicos e as pessoas. Começo a achar que os "Macacos do Ártico", estão entrando no time dos lobos e deixando o time dos meninos. Até porque, Rock n´Roll, é coisa pra gente grande e tem que ser feito como tal.


Single do disco - http://www.youtube.com/watch?v=J_G9RRY7SS0

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Dá um tempo pro Bigode - Gilberto Valle


"Saia do meu caminho
Eu prefiro andar sozinho
Deixem que eu decida a minha vida
Não preciso que me digam de que lado nasce o Sol
Porque bate lá meu coração"


É assim que começo o texto. Citando um trecho do genial "Comentário a Respeito de John". Tenho certeza de que é assim que o mestre Belchior pensa. Na sua liberdade total e não nessa vida cansativa e política da grande maioria dos artistas.
O que me deixa perplexo nisso tudo, é que se os Hotéis aos quais ele deve e as empresas de estacionamento, não tivessem colocado na mídia que se tratava de Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes, nome real do menestrel, nada disso estaria ocorrendo. Culpo a mídia sim! Por que? Será que se fosse Ivete Sangalo, Ximbinha e Joelma, e tantos outros que nos cobrem de porcaria os ouvidos, isso iria estourar? Tenho sérias dúvidas.
Na reportagem de ontem do Global Fantástico, achei a postura de Belchior correta ao fazer a repórter da Globo, esperar um monte. Prova de que ele quer ficar só, compor só, desfrutar momentos de solidão, vivendo sua música...Mas, como sempre o sensacionalismo impera!
Palavras dele - "Quando minha assessoria me comunicou, assisti as imagens pela internet e não me reconheci. Afinal, nunca fui uma celebridade." Coisa desnecessária e inoportuna para vida do genial Belchior.
Não concordo com as dívidas deixadas, com as "possíveis" pensões atrasadas, deixo claro. Mas bastaria vender os dois carros, ou apenas a Mercedez que está parada e tudo estará resolvido. Ou ainda, bastam dois shows e pronto, ele some de novo para a mídia.Acabou o escarcéu feito pela imprensa. Os que enxergam os talentos e a música de verdade, sincera e honesta, sabem que é assim mesmo.
E, aqui para nós...que coisa ridícula se colocar Daniela Mercury e o babaca do Alceu Valença para pedir para ele voltar. Politicagem absurda e desnecessária, beirando o exagero.
Belchior, na minha visão, é um visionário...ele escrevia há 30 anos atrás coisas que até hoje em dia ocorrem, de acordo com o sentido louco que se tornou viver. E, para aquelas pessoas, que pensam que ele iria fugir, ele já havia respondido há anos atrás, basta ouvir, o que é bastante difícil:


O que é que pode fazer o homem comum
neste presente instante senão sangrar?
Tentar inaugurar
a vida comovida,
inteiramente livre e triunfante?

O que é que eu posso fazer
com a minha juventude
quando a máxima saúde hoje
é pretender usar a voz?
O que é que eu posso fazer
um simples cantador das coisas do porão?
Deus fez os cães da rua pra morder vocês
que sob a luz da lua,
os tratam como gente - é claro! - a pontapés.)

Era uma vez um homem e seu tempo...
(Botas de sangue nas roupas de Lorca).
Olho de frente a cara do presente e sei
que vou ouvir a mesma história porca.
Não há motivo para festa: ora esta!
Eu não sei rir à toa!

Fique você com a mente positiva que eu
quero a voz ativa (ela é que é uma boa!)
pois sou uma pessoa.
Esta é minha canoa: eu nela embarco.
Eu sou pessoa!
(A palavra "pessoa" hoje não soa bem -
pouco me importa!)

Não! Você não me impediu de ser feliz!
Nunca jamais bateu a porta em meu nariz!
Ninguém é gente!
Nordeste é uma ficção! Nordeste nunca houve!

Não! Eu não sou do lugar dos esquecidos!
Não sou da nação dos condenados!
Não sou do sertão dos ofendidos!
Você sabe bem:
Conheço o meu lugar!


Segue em frente mestre! Com seus sonhos de sangue e América do Sul. Afinal...

Palavra e som são meus caminhos pra ser livre,
e eu sigo, sim.
Faço o destino com o suor de minha mão.
Bebi, conversei com os amigos ao redor de minha mesa
e não deixei meu cigarro se apagar pela tristeza.
- Sempre é dia de ironia no meu coração.

Tenho falado à minha garota:
- Meu bem, é difícil saber o que acontecerá.
Mas eu agradeço ao tempo.
o inimigo eu já conheço.
Sei seu nome, sei seu rosto, residência e endereço.
A voz resiste. A fala insiste: você me ouvirá.
A voz resiste. A fala insiste: quem viver verá.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Já passou de metamorfose Raulzito - Gilberto Valle


Neste mês de agosto, se completam 20 anos da morte do grande Raul Seixas. A gravadora MZA Music estaria lançando agora no decorrer do mês o DVD - 20 anos sem Raul, em homenagem a este pensante revolucionário que nos deixou tanta saudade. Trinta mil capas do referido trabalho já estavam prontas, mas daí surgiu o comunicado do Ministério da Justiça de que o trabalho, "não era recomendado para menores de 10 anos". E que a EXIGÊNCIA teria que constar na capa do DVD e, ainda mais no MENU do mesmo.
As trinta mil cópias foram pro lixo! Pasmem! Um prejuízo imenso para quem ainda tenta fazer algo de qualidade neste país, ou, como no caso em questão, mostrar talvez a essa juventude algo que preste. A gravadora MZA do produtor Marco Mazzola, afirma que o trabalho chegará as lojas antes do dia 21 deste mês, para não acabar com a homenagem.
A alegação do "grande" Ministério da Justiça, é que no material contém - cenas de consumo de drogas ilícitas (cigarro e álcool)’ e ‘linguagem obscena’. Na parte que Raul explica a composição do Rock das Aranhas. Aquela brincadeira de criança que é datada de 1981 que diz - “Tomada com tomada não dá contato/ não dá curto-circuito”.
Penso que Raulzito estaria rindo de toda esta merda se estivesse vivo. Tarjar de imoral e danoso o que ele escreveu nesta música é uma piada de mal gosto e antiquada para o "Século XXI".

Enquanto isso, em todas as esquinas, rádios, lojas, carrinhos de CDs e shows Brasil afora...

"Vaaaai, dá tapinha na bundinha, vaaaaaai
Que eu sou sua cachorrinha, vaaaaai
Fico muito assanhada
Vamos dá uma lapadinha?
Só se for na rachadinha..."


ou...

Vamos simbora
Prum bar
Beber, cair e levantar

"Grande Ministério da Justiça".

Esse país enlouqueceu, isso é fato.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Às vezes surdez - Gilberto Valle


Na sexta passada, viajando a trabalho para a cidade de Gravatá, presenciei mais um absurdo sonoro brasileiro. Lá venho eu de novo, sentar a pua em cima do que somos forçados a ouvir.
Estava com Thiago, traçando uma maravilha de coxinha de charque com catupiry no Rei da Coxinha, quando num comercial televisivo me aparece um bando de rapazes, dançando para uma multidão e cantando coisas terrivelmente ruins. Mas o povão lá, delirando loucamente. O que mais impressiona nisso tudo, é que no espaço de 6 meses (pasmem!), já é a segunda bandinha nesse estilo "Boys Band" (Só que aqui no Brasil deveria ser chamado de Agro Boys Band), que surge, cantando um monte de merdas, se intitulando "O fenômeno universitário". E todas com o selo da Som Livre. Pelo amor de Deus! É de fazer vergonha a qualquer universidade pé de calçada. Nomes? "Love Boys" e a "Tchê Garotos". Valha-me Deus!
O que mais me deixa impressionado e revoltado, é o modo fácil que essas coisas tem de cair na mídia e sair ínumeras vezes na programação comercial da "Toda Poderosa" Rede Globo de Televisão. É o famoso JABÁ! Só pode!
Tudo isto me deixa muito preocupado com o futuro da música brasileira. Cada vez mais as bandas vão se extiguindo, as mentes pensantes vão cansando e a vontade de vencer com a música vai terminando, de tanto dar murro em ponta de faca. Vivemos no país das merdas sonoras musicais! Tudo que é ruim, torna-se bom! E aquilo que é de qualidade melhor, é esquecido nos cantos. Além dos descuidos na hora de informações televisivas. A "Toda Poderosa" passa dos limites e justamente por isso,eu vou contar outro caso. Estávamos na casa de Fernando, na tradicional quarta do futebol e no intervalo do jogo, me espanto! Começa a tocar Little Joy e a Globo fala abertamente - "Little Joy, curta o nascimento de um fenômeno!" Som Livre! Quando falo em descuidos, é justamente porque a referida banda, é apenas um projeto (o que é bastante diferente de banda), e com data para terminar. Inclusive o mesmo já foi encerrado. E aí Globo? Já soltaram a graninha pro projeto ser mantido, para continuar com músicas em Malhação? Porque penso que é assim que rola!
Noto a perda de amor pelas coisas, a descrença nos sonhos e a falta de identidade dos artistas. Jovens talentosíssimos, tendo que se sujeitar (é essa a expressão), a tocar um monte de merdas (adoradas pela sociedade), para ganhar a vida. Enquanto a grande maioria é suprimida pelo submundo das esquinas, cada vez mais reclusos e escassos. É por estas e por outras que há mais de 10 anos não vemos nada de estrondoso no mundo de música de qualidade brasileira, principalmente em termos de rock n´roll. Los Hermanos parece ter encerrado a safra de grandes bandas brasileiras. Simplesmente NADA de inovador, diferente e estonteante surgiu depois deles. Pensando em termos gerais é pior ainda. Só nascem cantoras como cópias de outras. É um bando de covers de Ana Carolina e Zélia Duncan (uma injustiçada, porque canta e faz músicas de muito melhor nível que a primeira, mas o sucesso está com "aquele grande cantor", Ana Carolina), que não está no gibi. Tudo com aquela voz altamente grave e sem sentimento nenhum. Além da pobreza de letras e versões.
Nesse ponto, posso citar dois exemplos que se distinguem entre os meios. Uma se chama Maria Rita, que é uma excelente intérprete! Basta você ter o discernimento de escutá-la sem comparar com a mãe dela. O trabalho da mesma é de qualidade. Ela canta muito, em comparação a qualquer outra.
E o outro exemplo é Vanessa da Matta, que surgiu devagarinho com sua mistura "romântico-alterna", e tem sido uma excelente fórmula, junto com a voz extremamente doce. É música honesta!
Assistir TV já era um suplício, principalmente se tratando de TV aberta, mas de uns tempos para cá, está se tornando agressão. Logo para mim, que amo a música de qualidade e tenho que aguentar além das novelas, as merdas sonoras jogadas na nossa face, sem dó nem piedade.
Depois disso tudo, o que me restou foi comer a coxinha, a única coisa que se salvou. Tô achando que ser surdo às vezes, não é uma má-idéia.






Dedicado a Fernando Lucchesi e, principalmente a Lester Bangs, o maior crítico de rock n´roll da história.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Tudo Azul - Gilberto Valle


Como é bom você assistir o amor. Nestes meus 30 anos recém-completados, ganhei um presente muito especial do meu amigo Tinoco. Trata-se do DVD - O mistério do Samba. O trabalho é sobre a Velha Guarda da Portela, a pioneira nesse sentido em todas as escolas de samba do Rio de Janeiro.
Voltando para o começo, pode até soar estranho todo este amor pela "águia de Oswaldo Cruz e Madureira", mas eu explico. É de família! Recordo que quando pequeno, gostava de ir dormir na casa do meu saudoso Tio e Padrinho Armando, porque ele deixava eu tomar guaraná a vontade, coisa que em casa não podia. Não estava nem aí para samba nenhum. Só que, durante as noites, eu ficava acordado acompanhando meu tio, na frente da TV, assistindo sem parar o Desfile das Escolas de Samba. Surge daí um amor dos maiores. Armando, dentro de sua seriedade, gostava de papear e mesmo comigo relativamente pequeno, contava das aventuras de quando ele desfilou na Portela, na década de 80 e da tristeza de não poder ter desfilado, todas as vezes que foi ao Rio de Janeiro assistir ao desfile. Tornou-se amor! Aquela tempestade de informações caíam sobre mim e me fascinavam absurdamente. Principalmente a Águia! Aquilo era uma coisa linda, na mente de um menino, que imponência!
O tempo foi passando e cada vez eu ia aprendendo e consquentemente sofrendo com a Portela. É...sofrimento amigos. A última vez que a escola foi campeã, eu tinha 4 anos e não tinha nem idéia do que a mesma representaria hoje para mim. Mas, mesmo assim, ainda é a campeã das campeãs, com 22 títulos.
Hoje, sinto necessidade ir conhecer o Portelão e pelo menos sentir o ambiente de onde saíram e saem todas aquelas maravilhas sonoras. De fato, são maravilhas, porque vem de gente muito humilde e pobre, que lutaram a vida toda (a maioria sem reconhecimento), para mostrar o que eles sabiam, o que eles sentiam.
A Portela fascina, é verdade. Ela é só. Está longe do olhar da mídia que só faz questão de mostrar aquilo que lhe é convicente. Vide o que já foi a Mangueira e o que é hoje a Beija-flor. Escolas que cresceram em fama, assim como Corinthians e Flamengo, por imposição e não por méritos.
A querida có-irmã hoje, sofre com os louros do esquecimento pela mídia, totalmente voltada para a Escola de Nilópolis, por enquanto. E lá do outro lado, a azul e branco de Oswaldo Cruz e Madureira vai se segurando, com simplicidade, do jeito que sempre foi.
O filme é emocionante! E imagine para um portelense convicto como eu, que ainda sonha. As composições, as histórias, o "modo de falar de amor" (frase de Manu), são
espetaculares, tocantes...
Sinto orgulho de ser Portelense, sinto amor pela bandeira do pavilhão, que comanda. Salve à todos aqueles que compõem a Portela. Porque lá, tudo é sempre Azul!

Velha Guarda da Portela e Marisa Monte, interpretando um samba do saudoso Manacéa, intitulado "Volta". Simplesmente genial!

http://www.youtube.com/watch?v=GWBCJOG7kMs