terça-feira, 28 de setembro de 2010

Basta fazer...


Bem, resolvi falar sobre política. Ou melhor, sobre minhas concepções políticas.

Vamos lá...Na prática eu acho o sujeito sair de casa para votar o maior absurdo de todos. Não estou nem aí para eleições desde a eleição passada. Vivemos num país em que não existem mais lados, mas sim conveniências. Uns chamam isso de política e eu chamo de SAFADEZA!
Os "governantes" deveriam seguir as regras que eles pregam e não fazer este joguinho de conveniências que existe desde muito tempo. Algumas pessoas dizem que sou de "esquerda", e realmente, eu fui de esquerda. Até que os "governantes" de "esquerda" fizessem com que eu deixasse de fato de acreditar em política. Não voto em mais ninguém desde a última eleição! Não defendo ninguém e não estou nem aí pra nenhum canditato. Até porque, nós, mais uma vez, não temos candidatos.

Para mim:

- Uma louca, "escorona" no rastro do anterior e com perfil para síndica de condomínio apenas...
- Um eterno derrotado que agora da de bom rapaz...
- Uma que parece a versão de Gilberto Gil de escova nos cabelos e, além de tudo, evangélica (fator preponderante para que eu não vote nela).
- E o restante é aquilo que todos enxergam no cômico horário eleitoral, palhaços...apenas palhaços...

Mais uma vez estamos na merda e vou ter que sair de casa para votar puto da vida porque certamente estarei numa ressaca monstra!

Se sou um idiota? Posso até ser, mas a minha CONSCIÊNCIA limpa vale mais do que qualquer voto que venha a dar para qualquer elemento dos acima citados!

E pra encher o bolso, eu prefiro encher unicamente o meu!

Acorda Brasil!

No capricho...


Há poucos instantes estava eu tomando meu café da manhã e observando a TV que minha prima havia deixado ligada. Apareceu um flash da festa da Capricho com os "monstros sagrados" do Restart como atração principal. Que a banda é uma merda, todos sabem e nisso eu não irei me prolongar. No entanto, o que mais me chamou a atenção foi ver uma idiota falar - "O mais legal é ver que uma revista adolescente abriu espaço para o público PUNK ROCK!"

É...quem me conhece sabe como eu fiquei ao ouvir isto.

UM PÉSSIMO DIA PRA TODOS!

Lição de casa

LINK 1 - http://www.youtube.com/watch?v=JQkActP-isE

LINK 2 - http://www.youtube.com/watch?v=uD4xbgYja7s&p=AEEC2CDFF5BD2715&playnext=1&index=12

Ou eu não sei mais o que é música...

domingo, 26 de setembro de 2010

A decadência da F1


Hoje comecei a assistir o GP de Cingapura na Rede Globo de Televisão. É impressionante como o Galvan Bird e Reginaldo Leme voltaram a se desentender ao vivo. Enquanto o primeiro falava de um GP em Mônaco, o segundo retrucava com o GP de Cingapura de 2 anos atrás, com aquela palhaçada envolvendo Flavio Briatori, Fernando Alonso e Nelsinho Piquet. E mesmo quando o Galvan Bird disse - "Reginaldo, estou falando de outro GP", o comentarista insistiu na sua opinião.

Enfim, cagada atrás de cagada! E a F1 cada vez mais decadente!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Na Boa Vista...500gr de Picanha Argentina


Definitivamente o Bairro da Boa Vista é o paraíso dos bêbados. Falo isto com a experiência de ter sido escolado em butiquim no referido bairro. De fato ele ensina aos inexperientes alunos tudo de mais malicioso que você irá encontrar nos "recantos" que passar. De comida mal feita, a garçon demorando demais a trazer o pedido (para os clientes mandarem ver nas cervejas), a puta batendo papo do teu lado e terminando a noite bêbada na sua mesa.
Sem falar nas iguarias que encontramos nos cardápios. Coisas como:

1 - FRANGO EMPANADO - COM "SABOROSO" ACOMPANHAMENTO DE PRESUNTO E QUEIJO (??????!!!)

2 - 500 GR DE PICANHA ARGENTINA - R$20,00 (Realmente...esta picanha é de Buenos Aires, aquele munícipio perto de Carpina e Lagoa do Carro).

Etc...Etc...

Cada vez que passo nas ruas da Boa Vista, a minha própria história vem a cabeça. Do finado Stilletus, ao fantástico e "não mais aquele" Pirata Bar, onde enchíamos a cara e depois comíamos o maior X-Tudo da paróquia. Recordo quando o Zé Maria e Val (ex-garçons e ex-donos do Pirata), compraram o imóvel ao lado. Fizeram uma festa com tudo de graça em plena terça-feira, com 4 barris de 100 litros de Chopp. A "nossa turminha" chegou as 17hs para pegar lugar logo na frente. Eu fiquei sentado de frente a máquina no próprio balcão. Uma bagaceira imensa. Além disso, o vínculo de amizade estabelecido era fantástico! Em quantas festinhas as cervejas terminaram e ouvi aquele famoso - "Giba preciso do teu prestígio". Lá ia a gente de carro, em pleno sábado a noite, entrar no bar portando 3 grades de cerveja. E o saudoso Val dizia: "Bota da mais geladas pros meninos e dá o desconto especial!". Tempo bom.
Mais para a esquina ainda temos a todo vapor, o Espetinho de Zita. Este eu me orgulho de ter feito todo o marketing. Nós, alunos do curso de Administração que criamos o monstro. Lá também ouvíamos coisas fantásticas, como Carlão dizendo: "Sou formado em Psicologia Nuclear e Filosofia Hidráulica."

E assim, a Boa Vista vai se reinventando. Salve!

OBS - Este texto é dedicado aos imortais da Boa Vista! São eles:

1 - Serrote - IN MEMORIAN - que tomava duas lapadas de cana e uma Sprite de café da manhã. E ainda cantava "Meu tesão é você" (Banda Magníficos), com China. (heheheh)

2 - Val - IN MEMORIAN

3 - Zé Maria

4 - Jacozinho - "Que horas tem aí corno?" Levava um murro...caía...levantava e dizia: "ALÉM DE CORNO É BRABO!"

5 - Paulinho Tchátchatchá - que ainda perambula com todo seu estilo por lá.

6 - E a casa das meninas de Tabira, patrocinador oficial da caridade cristã dos rapazes da Boa Vista.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Um golzinho para amenizar o liseu...


Andava meio sem saco de escrever algumas coisas. Pra falar a verdade, o maior causador disto é o tempo, mas Marcelo Demo me inspirou. Até porque não é necessário escrever apenas os textos e críticas musicais de sempre. Posso apenas opinar sobre coisas do cotidiano.
Ontem, depois de um longo e tenebroso inverno o Náutico voltou a vencer no Brasileiro da Série B. Um primeiro tempo bom, com certa sobra, e um segundo tempo lastimável. Ainda foi salvo por Glédson que aos 42 do segundo tempo pegou um penalty do Figueirense.

É o que dá, achar que Hexa é Luxo, que salários atrasados não faz com que os jogadores parem de jogar e de especulações sobre a competência ou incompetência do treinador.

Na minha opinião, salário atrasado (última folha foi paga em JUNHO) + falta de qualidade do elenco + diretoria estagnada, só podem causar isto.

PS - e tem gente que ainda critica os jogadores porque tomam cerveja na folga.

PS2 - e palmas para Glédson, porque bebendo ou não, honra a camisa do Clube.

sábado, 29 de maio de 2010

Let the dominoes fall - Gilberto Valle

“Let the dominoes fall”, mostra que a banda tem um estilo próprio

Em meados de junho de 2009, minhas esperanças voltaram. Sim, é verdade! Já andava meio de saco cheio há muito tempo com os lançamentos musicais, principalmente ligados a rock n´roll e seus derivados. Eis que cai em minhas mãos uma jóia chamada “Let the dominoes fall”, o sétimo disco da carreira dos californianos do Rancid.

Confesso que é difícil escrever um texto quando você é fã da banda. Mas tenho que fazer isto porque o disco e a banda merecem. O que mais me surpreende no Rancid é a capacidade de se ré-inventar a cada disco. Este é o trabalho mais mesclado deles, digamos que é uma mistura de todos os álbuns anteriores. Temos punk tradicional, rocksteady, ska, dub raggas e assim eles vão caminhando muito bem dentro do cenário de música mundial.

Definitivamente não é fácil ganhar o respeito da crítica e público, principalmente tocando punk rock, mas o Rancid já carrega uma legião de fãs que cresce a cada disco lançado, além de diversos elogios por parte da imprensa.

Voltando a falar do álbum, temos outra surpresa maravilhosa, que foi a inclusão de duas músicas totalmente acústicas, na minha concepção seriam classificadas como “punk-folk” (Civilian Ways e The Highway). Prova da tal ré-invenção que a banda sempre promove. O mais interessante é que a receita é a mesma, mas eles não são repetitivos e isso é vital para qualquer banda. Dentro do disco também temos uma canção de superação. Esta se chama New Orleans, terra totalmente devastada pelo Furacão Katrina, que possui “a força de um milhão de leões” e “uma cicatriz em seu rosto de veludo”.

“Let the dominoes fall”, mostra que a banda tem um estilo próprio e justamente por isto seus discos ganham corpo e formas fantásticas! Com isto na cabeça e sem historinha de “evolução musical”, convoco à todos para ouvir o disco. Lembrem-se que não é qualquer banda. É o Rancid! A maior banda de punk-rock do mundo dos anos 90, até hoje. Valeu demais esperar seis anos por este disco!



Por Gilberto Valle - Crítico em Música da Revista Click Rec - em 24/05/2010

Entrevista - Inge Porto

História da Banda Estrógeno

A biografia desta banda pernambucana começou através da comunicação por um site de uma banda paulista de punk rock, em junho de 2000. Inge (bateria) e Patrícia (baixo) visitavam esta página e depois de trocarem alguns e-mails, marcaram uma conversa fora da rede. Claudinha (guitarra), amiga de Inge, foi chamada para o encontro. Assim começou o trio... Sem vocal, com guitarra emprestada e bateria de estúdio. Apenas o baixo era próprio.

Começaram ensaiando assim, até aparecer Renata que freqüentava o mesmo estúdio e conhecia a maioria das músicas que elas tocavam... Sabendo que as meninas estavam sem vocal, entrou pra dar "uma força" e o trio se transformou num quarteto. Logo depois resolveram colocar outra guitarra pra dar mais "peso" às músicas. Entrou Rebeca. Ela foi a um ensaio e a identificação aconteceu imediatamente.

Finalmente, no final de 2000, estava formada a Estrógeno, tendo realizado seu primeiro show em janeiro de 2001. O gosto musical das cinco integrantes, somado à grande amizade ali formada, foi algo mágico.




Entrevista com Inge Porto – Baterista da banda Estrógeno



Como é fazer rock n´roll na terra que para ser ouvido (as) é necessário ter uma alfaia, ou fazer parte do "seleto" grupo dos finados do mangue-beat?

Olha, já ouvi tantas vezes “porque vocês não colocam algo regional?” ou “porque vocês não colocam uma alfaia?” (risos)

Ai gente, assim todas as bandas seriam iguais, não é? Isso acontece com muitas bandas de rock. As vezes nem é a praia da banda, mas acabam cedendo a este apelo pelas dificuldades encontradas. Não é fácil não ceder, embora isso não desmereça ninguém, mas a gente fica de fora de um monte de eventos por conta disto. Até jornalistas já sugeriram isso pra gente. Nós adoramos vários ritmos, inclusive o mangue-beat, eu mesma vou pra vários shows de bandas e música regional, gosto bastante, mas na nossa banda nós fazemos um rock mais clássico, por opção, por sintetizar um sentimento presente nas integrantes. O gosto de cada um é individual, mas a banda é rock puro. Mas não é fácil não fazer parte de grupos seletos, pagamos um preço alto.



Particularmente eu penso que o Brasil ainda tem muito o que mostrar musicalmente falando, no entanto, acho que existe ainda muito preconceito em se ouvir uma banda formada apenas por garotas e que tocam rock n´roll. Depois de 10 anos de banda, com experiência de vida e mercado independente, como você encara isto?

O tempo passa e a passos muito lentos, está havendo uma desmistificação, mas ainda há um grande caminho a percorrer. Há pouco tempo tivemos uma experiência engraçada. Fomos tocar num bar e algumas pessoas estavam com aquele olhar de desdém quando viram que só tinham mulher no palco. Sabe aquele olhar de “essa banda não deve saber tocar, deve ser uma bandinha de brincadeira”. Mas no meio do show, tinha mulher de costas para o maridão, focada na Estrógeno, gente que não conhecia as nossas músicas e tamborilando na mesa.(risos) Foi muito bom o reconhecimento no final. Também já passamos por situações estúpidas, de homem chegar a perguntar se a gente ia “dançar”. Como se mulher só soubesse fazer isto. Ai meus ovários viu?!

É preciso paciência, mas nós temos! E o que nos estimula é que sempre que tem alguém com aquele olhar de dúvida, basta esperar a gente tocar que rapidinho eles se convencem que nós sabemos o que estamos fazendo e fazendo com muito prazer! Amor pelo nosso trabalho! Paixão pelo rock! Preconceito? Existe, mas aos poucos, acho que estamos contribuindo para diminuí-lo.



Nos dias de hoje é muito comum, várias bandas e músicos que tem trabalhos autorais, apostarem em projetos "paralelos". Desde 2006 a Estrógeno deixou de fazer covers e apostou todas as fichas no projeto autoral, percorrendo um caminho contrário. É não ter medo de riscos ou acreditar no próprio trabalho?

A gente compõe desde que formamos a banda, mas tínhamos poucas músicas autorais, só em 2006 é que abandonamos de vez o cover, mas até esta data, a gente levava paralelamente os dois repertórios. Agora só tocamos nossas próprias músicas. Gostamos muito do nosso trabalho, além de termos cansado um pouco do cover. Não, definitivamente não temos medo de nos arriscar! Temos estrógeno na veia. (muitos risos)



Aprendiz de piano na infância, depois veio o bongô. Como surgiu o interesse por bateria? Foi por curiosidade ou você acha que o piano, que também é um instrumento percussivo, teve influência nessa escolha?

Eu estudei piano dos 7 aos 14 anos por incentivo dos meus pais. Meu pai estudou piano durante 15 anos e toca muito bem. Mas depois que cresci, ficou complicado continuar, me mudei de cidade e comecei a ter outros interesses. O piano não influenciou na escolha da bateria. Quando eu estava em rodinha de amigos, sempre batucava em algum isopor, balde, mesa, copo. Aí, depois de quebrar alguns destes objetos, uma amiga me deu um bongô. Acho que pra diminuir o prejuízo da galera. E eu toquei um pouco, em alguns bares, como hobby, com Claudinha (da Estrógeno, que tocava o violão) e Lucinha (vocalista). Comecei a me sentir meio limitada com o bongô e resolvi aprender bateria, ampliar conhecimentos. Nem pensava em banda. Mas fui aprendendo e me apaixonando pelo instrumento. Hoje, tocaré um dos maiores prazeres que tenho na vida. Meu professor, Sandro Moura, que hoje é meu grande amigo, também me influenciou muito, pois além da sua competência, ele passa um sentimento muito forte para os alunos. Depois é q rolou a história da banda.



Uma das coisas que mais sinto falta no rock n´ roll nacional hoje, são as bandas de protesto. Obviamente que isto esteve muito ligado aos acontecimentos políticos, ditaduras (tanto militar, quanto direitista). Os compositores, letristas e músicos revolucionários estão em extinção? E o que acho mais complicado. Será que toda aquela esperança que eles tinham num governo “esquerdista”, hoje também não iria se tornar contexto revolucionário? Caras como Renato Russo e Cazuza, que beberam muito de música de revolução, estariam felizes atualmente?

Acho que as bandas de protesto jamais deixarão de existir. Talvez estejam mais concentradas no meio punk, mas nunca sumirão. E nós, assim como outras bandas, também levamos o nosso protesto em muitas letras. Por exemplo, sempre temos músicas falando sobre a violência contra a mulher, que é o nosso protesto maior (vide “Maria nos penhascos”, “Leite e Sangue”, entre outras). Não somos uma banda apenas de protesto, trabalhamos com vários temas e o protesto é um deles. Estamos terminando uma nova composição chamada “Pizzaria Brasil”, que é um protesto político. Breve estará nos shows. Na minha opinião, Renato e Cazuza não estariam felizes, como nunca estiveram, e certamente estariam compondo como nunca. Tem muita nojeira acontecendo, e eles teriam uma fonte inesgotável de inspiração nos dias de hoje.



Ouvindo o trabalho da sua banda, EP´s de 2007 e 2009, noto que há um grande mar de influências. Semelhanças com rock nacional oitentista, pitadas de metal em solos de guitarra, hard-rock, punk-rock, etc...

O ecletismo dentro do rock n´roll existe dentro de você, ou para tocar numa banda é necessário aceitá-lo?

Dentro de mim existe muito ecletismo, é fato, assim como no restante das integrantes da Estrógeno, mas acho que isso não é fator limitante para se ter uma banda. Se juntar uma galera mais radical, que só goste de um determinado tipo de som, pô, vão ser felizes fazendo unicamente aquele som, sem problemas, basta encontrar a parceria certa. Na nossa banda, gostamos de vários estilos de rock e com a influência de cada uma, acaba gerando este som alternativo com levadas diversas, mas sem fugir do velho rock´n roll.



Costumo bater muito na mesma tecla quando dialogo com pessoas ligadas a música. Acho o mercado fonográfico atual muito pobre em termos de qualidade. Por outro lado, analisando o lado alternativo e independente, percebemos que ótimas bandas, inclusive de rock, estão trabalhando sério e esperando oportunidade. Estamos fadados a ouvir o “chororô dos emos” por um bom tempo?

O mercado quer lucro, quem dá lucro é a grande massa, e esta, não tem boas referências musicais, então aparece cada grupo que dá vontade de “pedir licença e sair”. Mas a massa curte. Gosto de acreditar que tem música boa em todos os estilos, mas o que rola na mídia, a maioria não me agrada. Pela própria história e oportunidades que tivemos, estou pessimista, não vejo movimentos e/ou interesses que tragam as bandas alternativas para uma visibilidade maior, continuamos (a maioria dos independentes, com poucas exceções) sendo vistos e ouvidos por um público pequeno, aqueles que possuem informações extra-mídia.



Qual a sua visão para o futuro do rock? Ainda existe algo a fazer, ou tudo de melhor já foi escrito com as bandas clássicas?

Caralho, se tudo já foi feito, fechem todos os estúdios!(risos) Acho que sempre haverá algo de novo a ser feito ou melhorado. Claro, com o passar do tempo, as dificuldades vão aumentando, pois os clássicos são difíceis de superar, mas acho que sempre surgirão gênios em todas as classes. Sobre o futuro, vejo a influência da tecnologia em toda parte. Faz parte do presente e certamente de uma maneira mais contundente no futuro. Softwares altamente especializados fazendo parte de equipamentos, instrumentos e gravações e a internet ainda mais inerente em todos os meios (contatos, divulgação das bandas, transmissão de shows ao vivo, música gratuita, etc). Está acontecendo aos poucos uma mudança de filosofia no meio musical e quem não fizer parte deste mundo virtual, provavelmente será suplantado.



Como você vê a cena musical pernambucana atual?

Sempre achei e continuo achando que somos um dos Estados mais férteis do país, e não só musicalmente, Pernambuco tem excelentes artistas em todos os setores. Temos bandas e artistas em todos os estilos que você quiser. Temos trabalhos puristas, fusionados, sólidos, virtuosos, iniciais. Não é a toa que quando os músicos vão para o sul, são recebidos de braços abertos e com reverência. Isso só não acontece aqui. O público não reconhece o próprio valor dos pernambucanos, do pessoal que está aqui pertinho, sempre esperam que o pessoal do sul diga que é bom.



Gosto de terminar meus bate-papos, perguntando sobre influências musicais. Num contexto geral, me cite 3 nomes da música que formaram tua personalidade musical.

Só 3? Ixe (muitos risos)



Vamos lá.. Beatles, Janis Joplin e Cazuza.


Publicado no Clickrec em 14/05/2010